quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sonhar acordada...

Vão sempre existir aquelas músicas, aquelas imagens, aquelas séries, aqueles filmes, aqueles momentos... que nos enganam e parecem parar o tempo. Ficamos ali, parados no espaço (mas não no tempo), deixando a nossa imaginação chegar-se à beira do parapeito e saltar, livre, deixando-se cair a pique só para mais tarde soltar as asas e planar bem juntinha à linha que separa o sonho da realidade.
Ficamos ali sem dar pelo tempo passar: somos heróis, somos vitimas á espera de socorro, somos amados, somos bailarinas ou príncipes, somos actores e actrizes, cantores, médicos, escritores, somos psicólogos, advogados, alunos e filhos perfeitos, somos os melhores amigos... ás vezes até achamos que nem somos nós, mas sim alguém que gostaríamos de ser.
Certo é que, na maioria desses sonhos, a personagem principal não passa de uma projecção de nós mesmos capaz de concretizar e atingir, naquela realidade abstracta, aquilo que não conseguimos realizar ou obter fora da nossa imaginação.



Nhec...



Nem sempre pensamos assim, mas a verdade é que isto se trata de uma partida muito feia do nosso psicológico: faz-nos perder tempo e ainda nos ilude e ficamos ali feitos tolos á espera que algo nos caia do céu.

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